sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Se a vida é uma estrada, aonde vai levar a minha?
Acho que seria muito mais fácil se pudessemos saber qual é o ponto final da nossa caminhada. Ter o objetivo final, para não se perder no meio do caminho. Acho que então, a vida tá mais pra um mar que não tem um ponto final, um caminho. Nos perdemos na vida tão facilmente, sem ao menos perceber, que era pro outro lado que deveriamos ter ido. Se pudessemos saber antes seria tão mais fácil. Talvez deveriamos nos arrepender antes de fazer. Por que a vida tem que ser tão errada assim? Quem disse que tem que ser assim?
Vivemos ao acaso, em busca do acaso e para o acaso, esperando que este se compadeça e nos mostre um pouquinho do caminho. Que tolice da vida, não? Ela que acha que somos fortes o suficiente para encará-la sem ao menos uma bússula. Pensando que é fácil. Não VIDA, não é nada fácil não saber qual o caminho a ser seguido.
Só que é assim, não há estrelas nesse céu. O fortes apontam pra fé e remam, sem temer, sem fraquejar, sem reclamar. E mesmo enfretando fortes turbulências e tempestades, em algum momento eles encontram a calmaria.

O único presente do mar é o vento forte e as vezes a chance de se sentir forte. Eu não sei muito sobre o mar, mas eu sei que é assim por aqui. Também sei de como é importante na vida, não necessariamente ser forte, mas sim se sentir forte. Se medir ao menos uma vez, se encontrar ao menos uma vez na mais antiga condição humana. Enfrentar a escuridão e a morte sozinho, sem nada para ajudar além das suas mãos e da sua própria cabeça.

>E se o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?<

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Logo que te vi, percebi em teu olhar um diferente desvio. O qual eu nunca tinha visto. Entendi as palavras que saiam da tua boca, mesmo que não fizessem algum sentido. O momento era imóvel, eu que tinha cordas vocais tão aguçadas, calei. Se entrepunha entre nós, naquele momento, um rio. Rio que me afoguei, e me morri. E suas flores, aquelas que você havia me prometido, não estavam lá. Minhas lágrimas, que não secaste, inundou-me. De repente, estava morta, embora parecesse viva para todos.

Decidi postar alguns dos textos que escrevo.

>Shanti, Shanti<

sábado, 2 de agosto de 2008

Além do que se vê...

O que é destino? E o que é circustância?

O que é fatalidade? E o que é fruto da atitude?

O que é vontade de Deus? E quais os verdadeiros limites da vontade humana?

O que podemos fazer? E o que não importa que façamos?



Em alguns momentos, me sinto em um profundo abismo de dúvidas e meu único desejo: um oráculo. Algo que respondesse minha perguntas com verdades, fossem elas boas ou não.

Nem todas as perguntas devem ser respondidas, suponho. Afinal, é a busca por respostas, nem sempre encontradas, que nos fazem ir adiante.

Contudo, não saber é uma coisa com a qual não sabemos lidar, pelo menos eu não sei.
Daí, vem a minha confusão. Sou aquariana e sei que uma caracteristica do meu signo é ser curioso.
Mas acredito que independente de ser ou não aquariana, a curiosidade é inerente ao ser humano, assim como o medo de desconhecido. Por isso, a todo tempo procuramos respostas para nossas perguntas.

O sentido da vida, por exemplo, é uma das perguntas mais discutidas pelo homem. Existe a resposta na religião. Penso, que é por isso que existe religião, para dar um conforto com respostas. Algumas pessoas, como eu, que não tem religião, começam a cair nesse abismo.

O que eu poderia fazer para mudar as coisas que eu quero e que não dependem somente de mim? Como saber se o que faço pode ou não mudar uma situação? Como driblar o destino?
Como saber se tudo que se cria se acaba? E o que vale ou não a pena?



>É preciso força pra perceber que a estrada vai além do que se vê<